Projeto de Extensão Novo Observatório: avaliação pós-ocupação das condições de acessibilidade espacial nas escolas municipais de Içara/SC

Autores

  • Aline Eyng Savi Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Elaine Guglielmi Pavei Antunes
  • Glaucia Regina Marchesan
  • Rubia Carminatti Peterson

DOI:

https://doi.org/10.18616/civiltec.v2i2.6846

Resumo

O desenvolvimento humano ocorre num cenário complexo e dinâmico, onde o ambiente físico assume duas funções: uma de contexto para aplicação de condutas e outra de condição, recurso e instrumento para o desenvolvimento. Nesse sentido, os elementos que compõem o ambiente encontram-se interligados numa rede de experiências. A primeira rede está na casa e num processo evolutivo, a escola é a segunda. Ela tem participação na vida coletiva com possibilidade de ensinar direitos, deveres, respeito ao próximo e às diferenças, troca de conhecimento e vivências, contribuindo para o convívio social. É onde a pessoa se constitui como ser pensante e questionador. A escola desperta em seus alunos potenciais criativos, curiosidades, talentos ou pode minimizar todas essas formas de expressão. No contexto escolar, a acessibilidade espacial é importante durante toda a rota percorrida pelo aluno, pois por meio da promoção da inclusão social, busca a valorização da diversidade na sala de aula, visando o acesso à educação e minimizando os impactos causados por diferentes condições Nesse cenário se insere o projeto de extensão Novo Observatório, iniciado em 2021 e cujo objetivo é: propor e desenvolver subsídios de tecnologia assistiva com ênfase na acessibilidade espacial de áreas internas e externas nas escolas públicas municipais de nível fundamental de Içara/SC. O universo é formado por mais de 3.400 alunos, matriculados do primeiro ao nono ano, em 9 escolas, nos perímetros urbano e rural. Por meio de coleta de dados, tais escolas responderam ao Censo Escolar/INEP 2018, terem em suas instalações físicas banheiros e dependências escolares acessíveis. Contudo, tal avaliação é superficial e ignora aspectos importantes da acessibilidade espacial nas escolas, justificando o tema e o recorte desse projeto de extensão. A metodologia trata de visitas exploratórias para avaliação espacial das escolas e rodas de conversa para discussão do tema e do problema com a comunidade escolar próxima e estendida. A primeira escola visitada apresentou problemas estruturais na acessibilidade, especialmente no acesso principal (rampa) e nos banheiros, resultando num coeficiente de acessibilidade inferior a 60%, sendo 70% o mínimo requerido. A primeira roda de conversa também apresentou a necessidade da equipe extensionista trabalhar conceitos sobre acessibilidade espacial não apenas como um recurso para escolas com alunos com deficiência e sendo estes cadeirantes. A equipe extensionista articula-se para propor oficinas temáticas com a discussão sobre as especificidades das pessoas com deficiência, a acessibilidade espacial como recurso universal aos ambientes construídos e a discussão sobre o capacitismo.

 

O desenvolvimento humano ocorre num cenário complexo e dinâmico, onde o ambiente físico assume duas funções: uma de contexto para aplicação de condutas e outra de condição, recurso e instrumento para o desenvolvimento. Nesse sentido, os elementos que compõem o ambiente encontram-se interligados numa rede de experiências. A primeira rede está na casa e num processo evolutivo, a escola é a segunda. Ela tem participação na vida coletiva com possibilidade de ensinar direitos, deveres, respeito ao próximo e às diferenças, troca de conhecimento e vivências, contribuindo para o convívio social. É onde a pessoa se constitui como ser pensante e questionador. A escola desperta em seus alunos potenciais criativos, curiosidades, talentos ou pode minimizar todas essas formas de expressão. No contexto escolar, a acessibilidade espacial é importante durante toda a rota percorrida pelo aluno, pois por meio da promoção da inclusão social, busca a valorização da diversidade na sala de aula, visando o acesso à educação e minimizando os impactos causados por diferentes condições Nesse cenário se insere o projeto de extensão Novo Observatório, iniciado em 2021 e cujo objetivo é: propor e desenvolver subsídios de tecnologia assistiva com ênfase na acessibilidade espacial de áreas internas e externas nas escolas públicas municipais de nível fundamental de Içara/SC. O universo é formado por mais de 3.400 alunos, matriculados do primeiro ao nono ano, em 9 escolas, nos perímetros urbano e rural. Por meio de coleta de dados, tais escolas responderam ao Censo Escolar/INEP 2018, terem em suas instalações físicas banheiros e dependências escolares acessíveis. Contudo, tal avaliação é superficial e ignora aspectos importantes da acessibilidade espacial nas escolas, justificando o tema e o recorte desse projeto de extensão. A metodologia trata de visitas exploratórias para avaliação espacial das escolas e rodas de conversa para discussão do tema e do problema com a comunidade escolar próxima e estendida. A primeira escola visitada apresentou problemas estruturais na acessibilidade, especialmente no acesso principal (rampa) e nos banheiros, resultando num coeficiente de acessibilidade inferior a 60%, sendo 70% o mínimo requerido. A primeira roda de conversa também apresentou a necessidade da equipe extensionista trabalhar conceitos sobre acessibilidade espacial não apenas como um recurso para escolas com alunos com deficiência e sendo estes cadeirantes. A equipe extensionista articula-se para propor oficinas temáticas com a discussão sobre as especificidades das pessoas com deficiência, a acessibilidade espacial como recurso universal aos ambientes construídos e a discussão sobre o capacitismo.

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Biografia do Autor

Aline Eyng Savi, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo. Realizou Mestrado em Arquitetura e Urbanismo. Desenvolve atividades na área de Arquitetura e Urbanismo com enfâse na Percepção Ambiental e Arquitetura de Interiores. Atualmente é Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo Projeto e Tecnologia do Ambiente Construído (PósARQ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desde 2009, é Professora no Curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade do Extremo Sul Catarinense (CAU/UNESC). É membro do Núcleo Docente Estruturante e também, Gerente de Projetos na Savi Fundações e Sondagens Ltda.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2020.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.

DIAS, E. Q. Acessibilidade espacial e inclusão em escolas municipais de educação infantil. 2016. 206 f. Dissertação (Pós-Graduação) - Curso de Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2016.

DISCHINGER, M. BINS ELY, V. E. M. MACHADO, R. Manual de acessibilidade espacial para escolas: o direito à escola acessível. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2009. 120 p.

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Publicado

2022-02-22