MIGRAÇÃO INDÍGENA AO BRASIL E PANDEMIA: A INTERPRETAÇÃO COMUNITÁRIA COMO INSTRUMENTO DE GARANTIA DO DIREITO À SAÚDE AO POVO WARAO

Authors

  • Luan Victor de Souza Bispo Universidade de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-8142-888X
  • Arnelle Rolim Peixoto Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU)/Grupo de Estudos em Direito e Assuntos Internacionais (GEDAI) Universidade Federal do Ceará
  • Isabella Alves Conceição Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

DOI:

https://doi.org/10.18616/lendu.v6i1.7161

Abstract

O aumento da migração venezuelana no Brasil na última década, especialmente aquela realizada por grupos e minorias étnicas, fez emergir uma série de problemáticas sociais até então julgadas como e segunda importância no país. Nesse contexto, o presente artigo busca reflexões acerca dos entraves encontrados pela população migrante indígena oriunda da Venezuela, mais especificamente do povo Warao, quando do acesso aos serviços públicos de saúde disponibilizados pelo Estado brasileiro no atual contexto de pandemia. Por meio de metodologia de natureza exploratória, utilizando pesquisa bibliográfica em artigos e periódicos, aborda inicialmente o contexto de imigração dessa população, bem como as dificuldades que podem vir a enfrentar na tentativa de integração social. A seguir, descreve a problemática do acesso à saúde, incrementada pela barreira linguística que impede que a relação médico-paciente transcorra de maneira adequada. O trabalho, por fim, busca apontar como a implementação de programas públicos de intérpretes culturais, os mediadores interculturais, poderia representar uma via capaz de minimizar o déficit de acesso hoje observado.

 

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Author Biographies

Luan Victor de Souza Bispo, Universidade de São Paulo

Graduando em Direito pela Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Membro do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Grupos Vulneráveis e Violências da Universidade do Estado da Bahia (DHGVV - UNEB) e do Grupo de Estudos e Assuntos Internacionais da Universidade Federal do Ceará (GEDAI - UFC).

Arnelle Rolim Peixoto, Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU)/Grupo de Estudos em Direito e Assuntos Internacionais (GEDAI) Universidade Federal do Ceará

Professora orientadora do GEDAI-UFC na linha Direito Internacional dos Direitos Humanos. Professora Uninassau.Pós-doutorado em Direitos Sociais pela Universidade de Salamanca- Espanha. Pós-doutoranda em Direito pela Universidade Federal do Ceará. Doutora em Direito pela Universidade de Salamanca- Espanha. Diploma de Estudos Avançados- DEA em Direitos Humanos pela Universidade de Salamanca-Espanha. Especialista em Políticas Públicas para a Igualdade em América Latina pela Flacso/Clacso. Especialista em Educação em Direitos Humanos pela Universidade Federal do Ceará. Graduação em Direito pela Universidade de Fortaleza. Membro do Observatório das Nacionalidades da Universidade do Estado do Ceará. Membro do Centro de Estudos da Mulher (Cemusa) Universidade de Salamanca (Espanha). Membro do Direito Internacional sem Fronteiras.

Isabella Alves Conceição, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Mestranda em Direitos Humanos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) pela linha Justiça e Direitos Humanos na América Latina, bolsista da CAPES. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) (2019). Pesquisadora da linha de pesquisa Direito Internacional dos Direitos Humanos do Grupo de Estudos em Direito e Assuntos Internacionais (GEDAI) da Universidade Federal do Ceará (UFC).

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Published

2022-11-23