Se me deixam falar...: literatura de testemunho como ferramenta educacional para a justiça social e de gênero

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.18616/lendu.v10i1.10634

Resumen

Este artigo examina a obra Se me Deixam Falar..., de Domitila Barrios de Chungara, como testemunho fundamental para compreender as interseções entre justiça de gênero e justiça social na América Latina e para refletir sobre seu potencial formativo no ensino superior. A partir de uma abordagem crítico‑analítica, discutimos como a narrativa testimonial articula experiências de opressão, resistência e organização política das mulheres mineiras bolivianas, evidenciando a dimensão pedagógica do testemunho como instrumento de formação crítica. O estudo analisa elementos históricos, discursivos e políticos presentes na obra e argumenta que o testemunho de Domitila constitui um dispositivo epistemológico capaz de desafiar estruturas hegemônicas de representação e de fomentar práticas educativas comprometidas com consciência histórica, reflexão ética e engajamento social. Por fim, apresentamos propostas de atividades que demonstram possibilidades de incorporação da literatura testimonial em contextos universitários, articulando análise literária e reflexão educacional. O artigo contribui para o debate sobre o papel do testemunho na formação crítica e na promoção da justiça de gênero e social no âmbito do ensino superior.

Palavras-chave: literatura testimonial, formação crítica, ensino superior.

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Biografía del autor/a

Gustavo Costa, Baylor University

Ph.D., Espanhol (Literatura Hispânica), Texas Tech University, 2020.

Doutor em Espanhol com minor em Português pela Texas Tech University. Atua como lecturer de espanhol e português na Baylor University. Pesquisa literatura e cultura latino-americana e lusófona.

Publicado

2026-06-03