Memórias de um professor primário da Escola Isolada Rio Galo (Urussanga-SC/1956 a 1958)
DOI:
https://doi.org/10.18616/rsp.v1i1.3190Resumo
Este artigo apresenta parte da trajetória percorrida pelo professor Celeste Candiotto quando lecionou na Escola de Rio Galo, entre 1956 a 1958, na comunidade de mesmo nome, que pertencia ao município de Urussanga (SC).O objetivo central da pesquisa foi compreender sua escolha pelo magistério, e que lembranças têm de suas práticas pedagógicas. Ele ter ocupado o magistério quando estava em curso a feminização do magistério, chamou a atenção, além deatuar em escola multisseriada. A abordagem desta pesquisa foi qualitativa e como fontes foram utilizados depoimentos do senhor Celeste e documentos cedidos por ele e pela Secretaria Municipal de Educação. Autores como Montenegro (1993), Le Goff (1990) e Bosi (1979) foram usados na discussão sobre memória. Os depoimentos do professor apontam que quebrou tabus, relativo à ideia do castigo escolar, prática comum no tempo em que a escola tradicional tinha fortes traços. Em 1950 já existiam debates que questionavam o castigo escolar, e crianças foram vítimas desta prática. Mas o senhor Celeste apresentou-se revolucionário sendo contra a punir crianças com castigo. Ele também criou nova forma de alfabetizar, por contação de história, algo tão contemporâneo, mesmo tendo o plano de trabalho definido pelo governo estadual para ensinar. O resultado foi positivo, e ele foi convidado a ministrar cursos para professores da região, criando novas oportunidades de conhecimentos sobre o método. A partir deste estudo, é possível conhecer parte da trajetória da escola pública, dando visibilidade aos sujeitos em vezes esquecidos, que fizeram parte dela e contribuíram para sua construção e consolidação.
Palavras Chave: Memória. Magistério. Práticas Pedagógicas.
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