BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.18616/rsp.v5i3.6897Resumo
O objetivo deste artigo é apresentar uma pesquisa realizada em um Centro de Educação Infantil da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) com professoras do Grupo 4, com o intuito de compreender como os atributos do gênero masculino e feminino, interferem nas escolhas das crianças em relação aos brinquedos e brincadeiras no cotidiano da Educação Infantil na perspectiva das professoras. Foram entrevistadas quatro professoras por meio da plataforma Google Meet entre os dias 12 e 13 de março de 2021. O uso da referida plataforma foi a maneira encontrada para a realização das entrevistas, uma vez que o contato presencial poderia colocar em risco a saúde da pesquisadora e entrevistadas, em função da pandemia do COVID-19. As entrevistadas foram convidadas pela própria pesquisadora sendo duas com formação no magistério e duas com formação em nível superior em Pedagogia. As entrevistas foram gravadas, transcritas, tematizadas e analisadas. O roteiro foi organizado em quatro eixos: 1- Concepção do brincar pelas professoras da Educação Infantil em suas práticas; 2- Os brinquedos e as brincadeiras na construção dos gêneros feminino e masculino na infância; 3- Sobre as preferências das crianças em relação aos brinquedos e olhar das professoras e 4- A formação das professoras na Educação Infantil sobre o conceito de gênero. Os conceitos discutidos e que ancoraram as análises foram: brinquedo, brincadeira e gênero. Com este estudo podemos perceber que os padrões de gênero estão presentes nas escolas de Educação Infantil Grupo 4 (3 à 4 anos) e que são reproduzidos pelas crianças e pelas professoras, mesmo que estas se esforcem para que isso não ocorra. A reprodução destes padrões é algo que foi naturalizado e não problematizado nas formações (inicial e continuada) destas profissionais, porém há tentativas de construir rupturas em relação aos padrões o que possibilita que as crianças brinquem mais livre e espontaneamente sem a necessidade de atender os modelos de gênero de forma rígida.
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