O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO: ANÁLISE DO PODER COERCITIVO DE PROTEÇÃO À MULHER QUE TIPIFICOU O CRIME DE DESCUMPRIMENTO DE MEDIDA PROTETIVA DE URGÊNCIA
Resumen
Este artigo trata do enfrentamento da violência de gênero a partir da Lei 13.641/2018 – tipificação do crime de descumprimento de medida protetiva de urgência -. Considera-se o tema relevante pelo acréscimo das mais variadas formas de violências de gênero no Estado brasileiro, pela impunidade dos agressores no descumprimento das medidas protetivas, bem como pela falta de respostas efetivas do poder jurisdicional. O problema busca uma resposta sobre como poderia ocorrer o fortalecimento do poder coercitivo objetivando reduzir os índices de violência contra mulheres? O objetivo geral é elucidar como pode haver uma redução/erradicação da violência de gênero com a tipificação do crime de descumprimento de medida cautelarmente concedida à vítima, tendo em vista a gravidade das violências e o fato que se devem resguardar direitos que são obstaculizados diante das agressões. Assim passou-se a explicar o rompimento da sistemática da Lei 9.099/1995 – Juizados Especiais -, pela Lei 11.340/2006 – Maria da Penha -, para em seguida explanar-se o rol de medidas protetivas de urgência concedidas à proteção da vítima oferecidas pela Lei Maria da Penha, bem como as formas coercitivas para se garantir o cumprimento das referidas medidas, e ainda, por fim trazer-se a tipificação do crime de descumprimento de medida protetiva. Conclui-se que a Lei 13.641/2018 é um importantíssimo instrumento jurídico a fim de se garantir políticas públicas em favor da vítima e para se coibir a violência de gênero. O método de abordagem é o hermenêutico, utilizando-se de pesquisa bibliográfica, documental e jurisprudencial.
Palavras-chave: gênero; medidas protetivas; poder coercitivo; violência.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Declaro (amos) que a pesquisa descrita no manuscrito submetido está sob nossa responsabilidade quanto ao conteúdo e originalidade, além de não utilização de softwares de elaboração automática de artigos. Concordamos ainda com a transferência de direitos autorais a Revista de Extensão da Unesc.
Na qualidade de titular dos direitos autorais relativos à obra acima descrita, o autor, com fundamento no artigo 29 da Lei n. 9.610/1998, autoriza a UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense, a disponibilizar gratuitamente sua obra, sem ressarcimento de direitos autorais, para fins de leitura, impressão e/ou download pela internet, a título de divulgação da produção científica gerada pela UNESC, nas seguintes modalidades: a) disponibilização impressa no acervo da Biblioteca Prof. Eurico Back; b) disponibilização em meio eletrônico, em banco de dados na rede mundial de computadores, em formato especificado (PDF); c) Disponibilização pelo Programa de Comutação Bibliográfica – Comut, do IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia.
O AUTOR declara que a obra, com exceção das citações diretas e indiretas claramente indicadas e referenciadas, é de sua exclusiva autoria, portanto, não consiste em plágio. Declara-se consciente de que a utilização de material de terceiros incluindo uso de paráfrase sem a devida indicação das fontes será considerado plágio, implicando nas sanções cabíveis à espécie, ficando desde logo a FUCRI/UNESC isenta de qualquer responsabilidade.
O AUTOR assume ampla e total responsabilidade civil, penal, administrativa, judicial ou extrajudicial quanto ao conteúdo, citações, referências e outros elementos que fazem parte da obra.