PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM O DIAGNÓSTICO DE SÍFILIS DURANTE A GESTAÇÃO EM SANTA CATARINA ENTRE 2011 E 2020

Autores/as

  • Ana Luísa Schmidt Ferreira UNESC
  • Nicole Bento de Oliveira UNESC
  • João Vítor Santana Mendes UNESC
  • Yago Marcelino Maciel UNESC
  • Eloá Sachet Nuernberg UNESC

DOI:

https://doi.org/10.18616/inova.v14i2.7807

Resumen

O diagnóstico de sífilis durante o período gestacional é considerado um evento de interesse de saúde pública devido ao seu impacto materno e infantil. A transmissão materno-fetal ocorre pela passagem da espiroqueta Treponema pallidum através da barreira placentária, sendo possível em qualquer momento da gestação. Diante disso, o presente estudo possui como objetivo descrever o perfil epidemiológico da sífilis gestacional no estado de Santa Catarina durante o período de 2011 a 2020. Para isso, foram analisados dados disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), avaliando as variáveis raça, faixa etária, escolaridade e classificação clínica da infecção. Durante o período do estudo, 13.030 gestantes tiveram diagnóstico de sífilis, sendo a maior parte de raça branca (76,63%) e com faixa etária predominante de 20 a 39 anos (73,43%). A escolaridade mais frequente destas gestantes foi o Ensino Fundamental Incompleto (27,35%), seguido por Ensino Fundamental Incompleto (20,97%), sendo que 36,34% possuíam sífilis latente e 31,17% sífilis primária. Gestantes caucasianas, na faixa etária de jovem-adulta e com nível médio/baixo de escolaridade demarcam o perfil de pacientes que obtiveram o diagnóstico de sífilis durante o período gravídico em Santa Catarina. Assim, evidencia-se que os fatores sociodemográficos devem ser sempre considerados na elaboração de estratégias direcionadas à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento erradicador desta infecção. 

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Publicado

2023-02-14