Os vaga-lumes, as ruínas e a formação humana
alguns temas a partir de Walter Benjamin
DOI:
https://doi.org/10.18616/ce.v13i2.7397Resumo
Este ensaio procura apresentar uma reflexão em torno da ideia benjaminiana de “declínio da experiência” na modernidade. O objetivo consiste em argumentar que a obra de Walter Benjamin não permanecesse no impasse da nostalgia por tempos anteriores, nem decreta o “desaparecimento da experiência”. Tal explicitação se deve à necessidade de não compreendermos este autor como um filósofo conservador ou reacionário, pois mesmo diante do declínio da experiência Benjamin não a lamenta, mas visa atravessar essa situação por meio do potencial político e estético que daí surge. Isso nos permite entendê-lo como um pensador oposto aos arautos da ruína, na separação de Arendt, sem também ser um arauto do progresso. Para tanto, tomamos como base a crítica que Didi-Huberman realiza ao filósofo italiano Giorgio Agamben e ao poeta-cineasta Pier Paolo Pasolini, que aderem a uma postura desesperadamente apocalítica do presente, ao decretarem a “morte das sobrevivências”. Por fim, defendemos que a formação humana precisa tratar destes aspectos, mas sem se imobilizar ou se resignar. Tal discussão iniciada por Benjamin torna profícua a perspectiva de pensar as derrotas, os fracassos, e também as aberturas e pontos onde, mesmo na escuridão, ou nas ruínas, podemos vislumbrar as sobrevivências, o que honra a forma da imagem dialética benjaminiana.
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