FRAGMENTOS REFLEXIVOS ACERCA DAS “TESES SOBRE O CONCEITO DE HISTÓRIA” DE WALTER BENJAMIN

Autores

  • Vitor Malaggi Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

DOI:

https://doi.org/10.18616/ce.v13i2.8624

Resumo

Intencionamos com o presente ensaio, em tons memorialístico, desenvolver reflexões tateantes nos entornos da obra “Teses sobre o conceito de história” de Walter Benjamin, lastreadas tanto nas interpretações de algumas de suas noções nucleares – como a relação marxismo-teologia, progresso, técnica/tecnologia etc., quanto em tentativas de aproximação do pensamento benjaminiano com demais autores afins as temáticas exploradas. A partir das noções de redenção messiânica, rememoração e reparação, dialogamos com Benjamin, Cabral e Lévy sobre a importância da confluência de culturas oprimidas de resistência, enquanto lócus fecundador da luta de classes em sua articulação com demais formas de opressão, sobretudo em um contexto de capitalismo dito “pós-moderno” que não cessa em tentar nos fazer crer no fim da história e das utopias. Em sequência, aproximando Benjamin e o pensamento dos povos originários brasileiros – aqui representados na vida-e-obra de Aílton Krenak, tencionamos algumas reflexões sobretudo a partir do mote da Tese XI, em sua discussão acerca das relações entre trabalho, natureza e cultura. Em súmula, tal processo visou estabelecer intuições reflexivas sentipensantes que podem, futuramente, delimitar hipóteses em torno da temática central das Teses em sua crítica ao conceito de progresso, na estreita associação desta concepção ideológica com uma de suas filhas diletas: a tecnociência moderna.

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Publicado

2024-08-29

Edição

Seção

A Atualidade da Teoria Crítica e suas Interfaces com a Extensão Universitária