PARA ALÉM DA BIOPOLÍTICA: NOTAS SOBRE TANATOPOLÍTICA E NECROPOLÍTICA

Autores/as

  • Sergio Fernando Correa Instituto Federal Catarinense; PUC-PR

DOI:

https://doi.org/10.18616/ce.v12i1.7600

Resumen

Resumo: Em La Volanté de Savoir (1976) Foucault afirmou que o poder soberano moderno atua com a potência de expor uma população inteira ou grande parte dela à morte. Com isso, a soberania deixou de ter uma fonte meramente jurídica que autorizaria ao soberano o direito de matar o corpo, mas conferiu à soberania um conteúdo biológico que oferece a potência de fazer a gestão da vida e da morte da população. Em outras palavras, a esse soberano de tipo biológico caberia a tarefa administrativa de deixar morrer ou garantir na medida do possível a sobrevivência de algum tipo específico de vida. Surge então a hipótese de que o poder soberano precisa da vida para situar-se enquanto tal e exercer as suas prerrogativas. Desta premissa, depreendemos que a fonte da soberania é menos jurídica sobre o corpo e mais uma biologia das populações. Isso marcaria a passagem do biopoder à biopolítica. Neste texto queremos ir além de Foucault que fez da “forma vida” a base da sua descrição genealógica da biopolítica e do biopoder.

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Publicado

2023-05-30

Número

Sección

Dossiê: Necropolítica e educação: desafios para o tempo presente