ESTUDO SOBRE O PROFESSOR REFLEXIVO

Autores

  • Mauricio Abel Coral Unesc
  • Bruno Beloli Milioli Unesc
  • Viviane Ribeiro Pereira Unesc
  • Erica Vieira Unesc
  • Diênifer Moraes Unesc
  • Vidalcir Ortigara Unesc

DOI:

https://doi.org/10.18616/ce.v6i1.3451

Resumo

A produção do presente artigo tem como objetivo apresentar alguns debates entre abordagens que defendem a formação de professores a partir de uma perspectiva de reflexão sobre a prática pedagógica e abordagens que criticam e apontam limitações e incapacidades dessa perspectiva de formação reflexiva do professor de alcançar àquilo a que se propõe: a formação de um profissional da educação verdadeiramente crítico e autônomo. Como procedimento metodológico desta pesquisa, utilizamo-nos da pesquisa indireta, bibliográfica e documental, de acordo com Bardin (2004). Para alcançarmos êxito neste trabalho, trouxemos às discussões autores como Schön (1992), Zeichner (1993) e Shulman (1992), considerados os proponentes das principais abordagens reflexivas: narrativa, crítica e cognitivista, respectivamente. Estas abordagens foram discutidas a partir dos estudos de Facci (2004) que, sob uma fundamentação materialista histórico-dialética e histórico-cultural, analisou o percurso histórico das abordagens reflexivas citadas, destacando suas possibilidades e limites. Evidenciamos com este estudo que as abordagens reflexivas narrativa, crítica e cognitivista, que se propõem a formar professores críticos e autônomos, acabam prezando pela valorização do ensino de competências em detrimento da transmissão de conhecimentos teóricos; pela reflexão sobre a prática centrada no indivíduo, perdendo-se a dimensão que o mesmo só se constitui enquanto indivíduo dentro de um contexto social, que o influencia e é influenciado por ele ao mesmo tempo, no mesmo processo dialético.

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Publicado

2017-07-13