Trabalho realizado por menores de idade na Capital do Carvão na década de 1950: o estudo de uma reclamatória trabalhista contra um dos hospitais de Criciúma-SC realizado através do PET-Saúde Equidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18616/rdsd.v11i2.9793

Palavras-chave:

Saúde coletiva, Trabalhadoras menores, Reclamatória trabalhista, História

Resumo

Este artigo busca analisar historicamente de que forma o trabalho realizado por menores de idade é percebido em Criciúma na década de 1950 e como isso se relaciona com o trabalho em saúde na cidade. Para tanto, mobiliza-se a análise de reclamatórias trabalhistas propostas perante a Justiça do Trabalho da comarca de Criciúma neste mesmo período, de forma a pensar em possibilidades de valorização do trabalho em saúde e de seus trabalhadores.

 

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Biografia do Autor

Rafael Amaral Oliveira, UNESC

Possui graduação em Odontologia pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (2017), Doutor em Desenvolvimento Socioeconômico, Mestre em Saúde Coletiva, Especialista em Geriatria e Gerontologia, MBA em Docência no Ensino Superior, Especialista em Saúde Pública. Atualmente é Professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense no Programa de Residência Multiprofissional e no curso de graduação em Odontologia atuando principalmente no seguinte tema: saúde coletiva e educação pelo trabalho para a saúde. É coordenador do PET-Saúde Equidade e do projeto de atenção domiciliar Sorrindo Melhor.

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Publicado

11-12-2025

Como Citar

JAKABSON LAVEZZO, Mariana; AMARAL OLIVEIRA, Rafael. Trabalho realizado por menores de idade na Capital do Carvão na década de 1950: o estudo de uma reclamatória trabalhista contra um dos hospitais de Criciúma-SC realizado através do PET-Saúde Equidade. Desenvolvimento Socioeconômico em Debate, [S. l.], v. 11, n. 2, p. 196–213, 2025. DOI: 10.18616/rdsd.v11i2.9793. Disponível em: https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/9793. Acesso em: 14 abr. 2026.