A sociologia econômica e a dinâmica dos mercados da agricultura familiar
Palavras-chave:
Sociologia econômica, agricultura familiar, mercados agroalimentaresResumo
A sociologia e a economia dedicam-se à análise do funcionamento dos mercados, especialmente no contexto da agricultura. Sob a perspectiva da sociologia econômica, este estudo bibliométrico analisa a dinâmica e os processos de construção social dos mercados agroalimentares da agricultura familiar, compreendidos como espaços socialmente construídos, inseridos em redes de relações sociais e institucionais e influenciados por processos de mercantilização, hierarquias domésticas e questões de gênero.
Downloads
Referências
BRASIL. Lei Nº 11.326, de 24 de julho de 2006. Estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. Brasília, 24 de julho de 2006. Publicado no DOU de 25 de julho de 2006.
BOURDIEU, Pierre. O estado e a construção do mercado. In: As estruturas sociais da economia. Porto, PT: Campo das Letras, 2006.
CASSOL, Abel; SCHNEIDER, Sergio. A imersão social da economia em mercados alimentares brasileiros: uma abordagem institucionalista. Revista de Economia e Sociologia Rural, v. 60, p. xx, 2021.
FLIGSTEIN, Neil; CALDER, Ryan. Architecture of markets. In: Emerging trends in the social and behavioral sciences: An interdisciplinary, searchable, and linkable resource, p. 1-14, 2015.
FLIGSTEIN, Neil; DAUTER, Luke. A sociologia dos mercados. Caderno CRH, v. 25, p. 481-504, 2012.
GARCIA-PARPET, Marie França. A construção social de um mercado perfeito: o caso de Fontaines-en-sologne. Estudos Sociedade e Agricultura, 2003.
GARCIA-PARPET, Marie França. Mercados e praças de mercado: Karl Polanyi e o capitalismo contemporâneo. Sociologia & Antropologia, v. 11, p. 123-147, 2021.
GRANOVETTER, Mark. Economic action and social structure: the problem of embeddedness. American Journal of Sociology, 1985.
GRISA, Cátia. As políticas públicas para a agricultura familiar no Brasil: um ensaio a partir da abordagem cognitiva. Desenvolvimento em Debate, v. 1, n. 2, p. 83-109, 2010.
HAYEK, Friedrich August von. A Constituição da Liberdade. São Paulo: Edições 70, 2017.
HIRSCH, Paul A. U.; MICHAELS, Stuart; FRIEDMAN, R. A. “Mãos Sujas” versus “Modelos Limpos”: estará a sociologia em risco de ser seduzida pela economia. In: A nova sociologia econômica: uma antologia, p. 125-165, 2003.
MATZEMBACHER, Daniele Eckert; MEIRA, Fábio Bittencourt. Mercantilização & contramovimento: agricultura sustentada pela comunidade (CSA): estudo de caso em Minas Gerais, Brasil. Organizações & Sociedade, v. XX, p. 396-430, 2020.
MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a dádiva: forma e razão da troca nas sociedades arcaicas. In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac Naif, 2003.
OLIVEIRA, Daniela; GRISA, Cátia; NIEDERLE, Paulo. Inovações e novidades na construção de mercados para a agricultura familiar: os casos da Rede Ecovida de Agroecologia e da RedeCoop. Redes - Revista do Desenvolvimento Regional, v. 25, n. 1, p. 135-163, 2020.
POLANYI, Karl. A grande transformação. Rio de Janeiro: Ed., 2000.
RAUD-MATTEDI, Cecile Helene Jeanne. Análise crítica da Sociologia Econômica de Marx Granovetter: os limites de uma leitura do mercado em termos de redes e imbricação. Política & Sociedade, v. 4, n. 6, p. 59-82, 2005.
SAVIAN, Moisés. Sucessão geracional: garantindo-se renda, continuaremos a ter agricultura familiar? Revista Espaço Acadêmico, v. 14, n. 159, p. 97-106, 2014.
SCHNEIDER, Sérgio. Construção de mercados e agricultura familiar: desafios para o desenvolvimento rural. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2016, 416 p.
SCHNEIDER, Sergio; ESCHER, Fabiano. A contribuição de Karl Polanyi para a sociologia do desenvolvimento rural. Sociologias, v. 13, p. 180-219, 2011.
SCHNEIDER, Sérgio; FERRARI, Dilvan Luiz. Cadeias curtas, cooperação e produtos de qualidade na agricultura familiar: o processo de relocalização da produção agroalimentar em Santa Catarina. Organizações Rurais & Agroindustriais, v. 17, n. 1, p. 56-71, 2015.
SCHUBERT, Maycon Noremberg; SCHNEIDER, Sergio. Construção social de mercados e as tendências de consumo: o caso do Pavilhão da Agricultura Familiar da EXPOINTER (RS). Ciências Sociais UNISINOS, v. 52, n. 3, p. 373-382, 2016.
SILVA, Gabriela Tunes da; BARTHOLO, Roberto. Três caminhos para a servidão. Sociedade e Estado, v. 18, p. 41-66, 2003.
SIDDIQUI, Kalim. David Ricardo’s comparative advantage and developing countries: Myth and reality. International Critical Thought, v. 8, n. 3, p. 426-452, 2018.
SMITH, Adam. A riqueza das nações. São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda, 1996.
SOUSA, Diego Neves de. Os novos mercados e sua contribuição para a inclusão produtiva dos agricultores familiares no Tocantins. Redes, Santa Cruz do Sul, v. 25, p. 2171-2184, 2020.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Declaro (amos) que a pesquisa descrita no manuscrito submetido está sob nossa responsabilidade quanto ao conteúdo e originalidade, além de não utilização de softwares de elaboração automática de artigos. Concordamos ainda com a transferência de direitos autorais a Revista Desenvolvimento Socioeconômico em Debate.
Na qualidade de titular dos direitos autorais relativos à obra acima descrita, o autor, com fundamento no artigo 29 da Lei n. 9.610/1998, autoriza a UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense, a disponibilizar gratuitamente sua obra, sem ressarcimento de direitos autorais, para fins de leitura, impressão e/ou download pela internet, a título de divulgação da produção científica gerada pela UNESC, nas seguintes modalidades: a) disponibilização impressa no acervo da Biblioteca Prof. Eurico Back; b) disponibilização em meio eletrônico, em banco de dados na rede mundial de computadores, em formato especificado (PDF); c) Disponibilização pelo Programa de Comutação Bibliográfica – Comut, do IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia.
O AUTOR declara que a obra, com exceção das citações diretas e indiretas claramente indicadas e referenciadas, é de sua exclusiva autoria, portanto, não consiste em plágio. Declara-se consciente de que a utilização de material de terceiros incluindo uso de paráfrase sem a devida indicação das fontes será considerado plágio, implicando nas sanções cabíveis à espécie, ficando desde logo a FUCRI/UNESC isenta de qualquer responsabilidade.
O AUTOR assume ampla e total responsabilidade civil, penal, administrativa, judicial ou extrajudicial quanto ao conteúdo, citações, referências e outros elementos que fazem parte da obra.


